Praia da Daniela: um oásis de calmaria em Florianópolis

Calmaria é a tônica na praia da Daniela

Calmaria é a tônica na praia da Daniela

Quando se fala em Florianópolis, as imagens que vêm à mente são de agitação pura: muito surf, ondas nervosas ou baladas incandescentes rolando noite afora, turistas vindo de toda a América do Sul para curtir suas belas (e animadas) praias. Mas nem só de burburinho vive a orla da capital catarinense: há alguns oásis de tranquilidade, tanto nas águas quanto nas areias. Uma delas atende pelo nome de praia da Daniela.

Antes de falar sobre o local, vamos a uma dica fundamental: tente visitar a região em outubro. As temperaturas voltam a subir nessa época do ano, as chuvas ainda não são tão frequentes e o mais importante: a horda de turistas que invadem a ilha (e congestionam todas as vias) ainda não chegou.

Localizada na região noroeste da ilha, a praia da Daniela está em um dos trechos mais tranquilos do litoral. Por isso, ela é perfeita para quem vai viajar à cidade com crianças: as ondas são suaves, quase inexistentes. Em alguns momentos, a impressão é de estar em um grande lago. A largura da faixa de areia é relativamente pequena, mas ela é comprida o bastante para permitir que a gurizada corra sem medo de ser feliz (e sem preocupar os zelosos papais).

O bairro onde está localizada a praia é outro recanto de tranquilidade. Totalmente plano, com ruas largas e sossegadas, é repleto de casas grandes e espaçosas, muitas delas sendo reservadas para temporadas, feriados ou finais de semana. Para quem não curte a opção, há algumas pousadas e hotéis, próximos à avenida e em uma região um pouco (só um pouco) mais agitada.

Faixa de mangue separa praia do bairro

Faixa de mangue separa praia do bairro

Vale citar duas curiosidades sobre a praia da Daniela. A primeira é que está próxima a um grande manguezal, transformado em parque Estadual. É a região mais ao sul do Brasil a registrar esse tipo de vegetação. Entre o bairro e o mar, há um pequeno trecho desse mangue. Ele não oferece nenhum tipo de obstáculo, nem mesmo às crianças. Mas convém abusar do repelente, pois os mosquitos podem incomodar.

A segunda curiosidade é que ela se situa em uma ponta de areia, quase uma península, circundando o bairro de mesmo nome. Por isso, a praia se estende como um semicírculo sobre o bairro, com uma face norte (com águas tranquilas como uma piscina) e outra ao sul, com vista para o resto da cidade e com águas bem mais agitadas. Aqui, não convém entrar na água, pois as correntes são fortíssimas. Por aqui, o negócio é mesmo pescar e contemplar o belíssimo visual da cidade, incluído a mítica ponte Hercílio Luz.

Como a Ponta da Daniela é uma área não muito extensa, há duas formas de visitar as duas faces da praia. Uma é sair da areia, atravessar o bairro e chegar à outra praia sem caminhar muito. Pode-se também circundar toda a região pela praia, mesmo. A caminhada rende de um a dois quilômetros, mas a beleza do visual faz com que o esforço seja imperceptível.

Como chegar
Você está cansado de tanta tranquilidade e quer um pouco de agitação? Não tem problema: as baladas praias de Jurerê e Canasvieiras estão bem próximas, a 5 e 11 quilômetros, respectivamente.

Ah, a praia da Daniela está a 23 quilômetros do centro de Florianópolis. Para chegar lá, basta seguir pela rodovia SC-401 até o primeiro viaduto após o pedágio. Pegue o acesso para esta ponte e siga no sentido Jurerê. A partir daí, é só seguir as placas.

Museo de la Pasión Boquense: para os loucos por futebol

Mais de 100 anos de história do Boca Juniors estão resumidos no museu

Mais de 100 anos de história do Boca Juniors estão resumidos no museu

Um dos programas clássicos de quem vai a Buenos Aires é conhecer La Bombonera, o mítico estádio do Boca Juniors. A casa do mais popular clube de futebol da Argentina abriga muita mística, sangue, suor e história. Tudo isso devidamente guardado para a posteridade no moderno Museo de la Pasión Boquense.

O estádio e o museu estão a apenas dois quarteirões do Caminito, outra conhecida atração turística da cidade. Logo ao longe, é possível ver a estrutura de concreto que abrigas as famosas arquibancadas inclinadas, quase verticais. La Bombonera assim foi construída para que o estádio pudesse comportar o maior número de pessoas possível em um terreno exíguo.

Oficialmente denominado Alberto J. Armando, o estádio ganhou o apelido de La Bombonera por se assemelhar a uma caixa de bombons. Mas quando está cheio, a impressão é de uma câmara de eco, graças à sua arquitetura incomum e o fanatismo dos “xeneize”.

Ainda caminhando pelos arredores do estádio, é possível encontrar várias lojas de souvenires do clube, que vendem desde chaveiros até bandeiras e DVDs. Próximo à entrada do clube, a primeira exibição de glória do time: um mural com 21 estrelas, simbolizando os maiores ídolos do clube, com destaque para Don Diego Maradona. Entre os eleitos, está o centroavante brasileiro Paulinho Valentim, que jogou no clube nos anos 1960.

O Museu
Autoproclamado “o primeiro museu de futebol da América Latina”, ele serviu como influência para o Museu do Futebol, em São Paulo, ao combinar tradição com modernidade. Ao mesmo tempo em que evoca os tempos românticos do futebol argentino, o local usa e abusa da tecnologia, com vídeos, totens interativos e muita informação disponível em formatos digitais.

Recursos tecnológicos são muito bem explorados no museu

Recursos tecnológicos são muito bem explorados no museu

Logo à entrada há um corredor com uma extensa galeria com todos os jogadores que já atuaram pelo clube na era profissional. Em uma sala anexa, um espaço mais nobre aos maiores ídolos, como Francisco Varallo, Jaime Sarlanga e, claro, Diego Maradona.

Outras seções mostram a história do bairro da Boca, formado por proletários e imigrantes pobres, e a saga do estádio La Bombonera. Mais à frente há a galeria de títulos, com televisores exibindo imagens de acontecimentos do mundo, da Argentina e do clube nos anos em que se sagrou campeão.

O passeio pode incluir a visita às arquibancadas e à geral

O passeio pode incluir a visita às arquibancadas e à geral

No andar superior, mais glórias. A sala de troféus exibe as principais taças obtidas pelo clube xeneize e muitos objetos preciosos, alguns remetendo a derrotas. Como a camisa que Pelé usou na final da Libertadores de 1963, jogada em La Bombonera e vencida pelo clube paulista (o Boca só voltaria a perder em casa nesta competição em 1994).

Uma atração interessante é o cinema 360º, que mostra a paixão da torcida pelo clube e também o duro caminho enfrentado pelos jovens jogadores, desde as categorias de base até a glória como titular.

Para completar, há a possibilidade de conhecer o interior do estádio, passar pelas arquibancadas e também pela geral, onde os torcedores acompanham o jogo em pé e celebram os gols subindo no alambrado. Infelizmente, isso não é permitido aos visitantes. Mas quando fui ao estádio, não houve nem tempo de a guia avisar da proibição: já havia cinco brasileiros encarapitados lá no alto, vivendo seus momentos de xeneize. Sim, o Boca fascina.

Museo de la Pasión Boquense

Endereço: Brandsen 805, Boca
Horário: Todos os dias, das 10 às 18 horas
Preço: AR 75 (museu), AR 80 (visita express + museu) e AR 90 (tour + museu). Menores pagam, respectivamente, AR 50, AR 55 e AR 65.

 

Leia mais:

Matérias compiladas de Buenos Aires

Estádio Centenário, em Montevidéu.

 

FÁBIO MENDES
FOTOS ÉRICA FRANÇA E DIVULGAÇÃO

Itamaraty: a casa de uma tradição brasileira

Palácio Itamaraty foge do padrão arquitetônico da Esplanada

Palácio Itamaraty foge do padrão arquitetônico da Esplanada

Esqueça o que o porta-voz do governo israelense disse sobre o Brasil: desde o início da República, o país firmou importantes ações diplomáticas, que repercutem até hoje. Muitas dessas conquistas repousam no Palácio Itamaraty, a sede do Ministério das Relações Exteriores, instalado próximo do Congresso Nacional.

Assim como o Palácio da Justiça, o Itamaraty foge ao padrão arquitetônico dos prédios que compõem a Esplanada dos Ministérios. Sua bela fachada repleta de arcos é adornada por um lago artificial, artifício utilizado em muitos pontos da cidade não só como elemento decorativo, mas também para atenuar a secura do ar brasiliense (a umidade relativa do ar frequentemente vai a menos de 20%). Sobre as águas, repousa a escultura “Meteoro”, de Bruno Giorgi, que representa a união dos cinco continentes.

"As Gêmeas", de Ceschiatti

“As Gêmeas”, de Ceschiatti

No térreo, há um jardim de plantas amazônicas projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx. Assim como o lago, ele também tem a função de amainar o ar seco da região. Logo de cara, chama a atenção do vão livre, de 2.800 m2, e a escadaria suspensa, grandes sacadas de Niemeyer, que dão um ar de imponência ainda maior ao interior.

Espalhadas entre as alas e corredores do edifício, estão importantíssimas obras de arte, como o quadro “Coroação de D. Pedro”, de Debret, e duas criações de Cândido Portinari (“Gaúchos” e “Jangadeiros”). Na mesma ala, repousa uma réplica, em tamanho reduzido, do famoso “Grito do Ipiranga”, de Pedro Américo. O original está no Museu Ipiranga, em São Paulo.

Há ainda afrescos de Alfredo Volpi e a escultura em bronze “As Gêmeas”, de Alfredo Ceschiatti, esta na parte externa da cobertura, onde há mais um jardim e uma bela vista para os edifícios da região.

Um pouco de história
Itens de grande importância histórica também integram o acervo do Palácio Itamaraty e podem ser apreciadas em visitas guiadas. Um deles é a mesa de jacarandá que foi utilizada pela Princesa Isabel, em 1888, para assinar a Lei Áurea.

O edifício possui ainda documentos e murais que remetem a dois dos principais nomes da história da diplomacia brasileira: José Maria da Silva Paranhos Júnior, mais conhecido como Barão do Rio Branco, e Oswaldo Aranha. O primeiro consolidou as atuais fronteiras brasileiras, vencendo diplomaticamente disputas por territórios.

Amplo vão livre e a escadaria suspensa chamam a atenção

Amplo vão livre e a escadaria suspensa chamam a atenção

O segundo foi Ministro das Relações Exteriores no governo de Getúlio Vargas e se tornou Secretário-Geral da ONU, cargo máximo da entidade. Sua atuação foi fundamental para a criação do Estado de Israel (vejam vocês), em 1947.

O Palácio Itamaraty possui visitas guiadas, inclusive em inglês, de segunda a sexta-feira, às 14 horas e às 16h30. Aos sábados e domingos, os passeios internos ocorrem às 10 horas e às 15h30.

Texto e fotos: Fábio Mendes

Congresso Nacional: nos corredores do poder

O prédio do Congresso Nacional intimida. E fascina

O prédio do Congresso Nacional intimida. E fascina

Não há como negar: o imponente e belíssimo prédio do Congresso Nacional Brasileiro fascina. Projetado por Oscar Niemeyer, ele reúne as sedes do Senado e da Câmara dos Deputados. É ali que se decide boa parte dos destinos brasileiros, tanto ou mais que no Palácio do Planalto, sede da presidência, ou no Supremo Tribunal Federal.

Ao longe, já somos impactados pelas torres do complexo e, ao nos aproximarmos, a impressão é ainda mais forte. Aumenta a curiosidade para entrarmos e conhecermos um pouco mais as entranhas do poder.

O Salão Negro é a entrada principal para o edifício e dali se tem uma bela vista da Esplanada dos Ministérios, mas o interessante está na parte de dentro. Logo à esquerda está o Salão Nobre, onde ocorre a recepção de convidados oficiais.

Neste mesmo local funciona o Museu Histórico Itamar Franco. O salão abriga fotos de todos os presidentes do Senado, desde a Independência até os dias de hoje. Há ainda objetos antigos que pertenceram aos palácios Conde dos Arcos e Monroe, antigas sedes dos senadores quando o Rio de Janeiro era a capital. É possível ver as antigas mesas, fabricadas em 1867, e microfones utilizados pelos parlamentares nos anos 40 e 50.  Destaca-se também o quadro de Gustavo Hastoy, que reproduz o momento da assinatura da Constituição de 1891, a primeira do período republicano.

Museu do Senado preserva a memória da antiga capital

Museu do Senado preserva a memória da antiga capital

Outro setor aberto a visitas é o Salão Verde, no setor da Câmara dos Deputados. Ali também há retratos com os presidentes da Casa e maquetes dos projetos de Lúcio Costa e Niemeyer. Um guia passa informações sobre a construção de Brasília e o funcionamento do Congresso. Para quem está interessado em “bastidores” vai curtir o entra e sai dos jornalistas e funcionários que ocorre nos corredores próximos.

Em algumas alas e corredores, é possível vislumbrar grandes obras de arte, como pinturas de Di Cavalcanti e Caribé, além de trabalhos produzidos por Maria Bonomi e Fayga Ostrower. Em vários andares, existem pequenas galerias e espaço para exposições provisórias e permanentes.

Para muitos, no entanto, o principal ponto a conhecer são os dois plenários. Tanto o da Câmara quanto o do Senado estão abertos para visitas, quando não há sessões. Em dias de votação, o acesso é permitido somente nas galerias, que é o espaço destinado à população.

Saiba mais

Plenário da Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados

As visitas ocorrem diariamente, das 9 às 17 horas. Às terças e quartas-feiras, o atendimento é somente para quem fez agendamento. Grupos com mais de 15 pessoas devem marcar hora, para serem atendidos pelos guias.

O Museu Histórico Itamar Franco funciona de segunda a sexta, das 9 às 13 horas e das 14 às 18 horas. Nos finais de semana e feriados, das 9 às 18 horas.

Portadores de deficiência ou pessoas com dificuldade de locomoção também devem agendar sua visita com antecedência.

Fiquem atentos à indumentária: são vetados visitantes de shorts ou bermudas, camisetas regata, chinelos e minissaias. A exceção é para crianças de até 12 anos.

Telefones: (61) 3303-4671/1588 (de segunda a sexta)
(61) 3303-4410 (fins de semana e feriados)

Texto e Fotos: Fábio Mendes

 

Leia Mais

Palácio da Alvorada

Prédio da Bolsa do Café em Santos: para viajar no tempo

A antiga sala dos pregões foi cuidadosamente restaurada

A antiga sala dos pregões foi cuidadosamente restaurada

As noivas de Santos certamente terão em seu álbum de casamento fotos na frente do imponente prédio da Bolsa do Café. A razão é indiscutível: o local é mesmo lindo.

O prédio de arquitetura eclética da Bolsa do Café foi construído em 1922, no auge da era cafeeira no Brasil. Por ali, passavam todo tipo de comerciante do café, como compradores, vendedores, exportadores. Ali, como em uma Bolsa de Valores, os magnatas do café se reuniam e discutiam o preço do produto, fixando valores diários para compra e venda. O objetivo da bolsa era regular o mercado cafeeiro, principal produto da economia do País naquele período.

O local onde era discutido o preço continua ali, um círculo de cadeiras com um amplo espaço ao meio. Desenhos no chão de mármore, nos vitrais no teto e grandes quadros do pintor Benedito Calixto dão cor e beleza ao cenário. Quando visitamos este local, até ouvimos os gritos da discussão em que um não concordava com o valor sugerido pelo outro. E enxergamos homens empertigados em seus ternos finos, com chapéus e longos bigodes.

Fotos e objetos antigos contam a história do café no Brasil

Fotos e objetos antigos contam a história do café no Brasil

Ainda no piso térreo, há exposição de ferramentas utilizadas para o plantio e colheita do café. Fotos em painéis mostram como era a rotina dos trabalhadores que manuseavam o caro produto.

No andar superior da Bolsa do Café, hoje um museu, há uma sala interativa com jogos e brincadeiras – muito bacana para crianças. Em uma delas, o jogador lê as dicas e cola sobre um mapa na parede símbolos como uma caneca e uma saca de café, demonstrando os países que mais produziam e os que mais importavam café no início do século XX.

Em outra área, há fotos, painéis e objetos que contam a história de quando o café passou a ser transportada pelos trens, com o advento das linhas férreas.

Detalhes como o belo vitral no teto tornam o edifício ainda mais interessante

Detalhes como o belo vitral no teto tornam o edifício ainda mais interessante

Do alto, também é possível observar o átrio abaixo e imaginar novamente os barões discutindo o preço e a valorização de seus grãos.

Além de toda a história presente no museu – e que se confunde com a história do Estado de São Paulo – e da belíssima arquitetura do prédio, a visita à Bolsa do Café vale muito a pena pela cafeteria que fica no primeiro piso, logo à entrada.

No café, há opções de bebidas e comidas feitas a partir do nobre grão. Experimente os bolos e expressos deliciosos. E deleite-se em saboreá-los em um ambiente agradável e bonito.

Serviço:
Onde: rua XV de Novembro, 95, Centro de Santos
Quando: De terça a sábado, das 9h às 17h. Aos domingos, das 10h às 17h.
Quanto: O ingresso inteiro custa R$ 5. A meia-entrada sai por R$ 2,50.
Mais informações: www.museudocafe.com.br

Leia mais:

Santos Cultural:
Passeio de bonde pelo centro histórico;
- Pinacoteca Municipal Benedito Calixto.

Santos para crianças:
- Aquário Municipal;
- Orquidário Municipal;
- Museu do Mar e Museu Marítimo.

ÉRICA FRANÇA
Fotos: Fábio Mendes

Colônia do Sacramento: uma cidade de duas almas

Ruas da cidade carregam marcas dos colonizadores portugueses e espanhóis

Ruas da cidade carregam marcas dos colonizadores portugueses e espanhóis

Fundada em 1680 pelo lusitano D. Manuel Lobo, Colônia do Sacramento foi alvo constante de disputa entre Portugal e Espanha, dada a sua posição estratégica às margens do Rio da Prata. Os dois países se revezaram no seu controle até o século XIX e o resultado é uma belíssima cidade histórica de duas almas, encravada em um belo recanto do Uruguai.

Em qualquer rua que se caminhe, é possível perceber as influências portuguesa e espanhola nos velhos edifícios de Colônia do Sacramento. Vide a famosa Calle de Los Suspiros, uma das belas vielas pavimentadas com paralelepípedos irregulares. Outra característica da cidade é a grande quantidade de árvores de maple. Elas são centenárias, todas muito altas e transformam as vias em gostosas alamedas.

A cidade foi declarada Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco em 1995 e um rápido passeio por suas ruas atesta a razão: seu centro histórico é ornado por várias construções seculares, como a Basílica do Santíssimo Sacramento, a mais antiga igreja do país, construída em 1680.

A partir da velha muralha, se tem uma bela vista do rio e da cidade

A partir da velha muralha, se tem uma bela vista do rio e da cidade

Mas o que mais chama a atenção no centro histórico é a chamada “Casa do Governador”, complexo de ruínas que datam do século XVIII. Ela recebe esse nome por causa da grandiosidade, por isso acredita-se que tenha sido a morada de algum nobre português, embora não haja confirmações.

Outro ponto de visita obrigatória é o do Farol, na Punta de San Pedro. Construído em 1857, sua torre possui 34 metros e ainda está em funcionamento. Ao lado há construções da mesma época, que hoje são ruínas, mas que ainda impressionam pela sua imponência.

Para completar o passeio histórico, há de se caminhar ao lado (ou sobre) o que sobrou da velha muralha que protegia a cidade das invasões. Do local se tem uma belíssima vista do Rio da Prata. À noite, é possível enxergar ao longe as luzes de Buenos Aires. O Portão da Cidadela marca a entrada da cidade no período colonial.

Relaxando

Árvores da cidade são centenárias

Árvores da cidade são centenárias

Como é de se imaginar, o centro histórico é o principal ponto de encontro dos turistas em Colônia do Sacramento, graças aos vários bares e restaurantes instalados ali, que servem a boa parrilla uruguaia e outros pratos típicos.

Outro local bem procurado é a rua General Flores, onde se concentram alguns restaurantes, lojas e pousadas. À frente da rua há uma praça à beira-rio, de onde se pode contemplar o Prata e também a lenta e tranquila movimentação da cidade.

Como chegar
O acesso a Colônia do Sacramento é fácil. A partir de Buenos Aires o caminho é feito pelos navios que atravessam o Rio da Prata, como os das companhias Buquebus e Colonia Express. A passagem mais barata, mais impostos, custa 333 pesos argentinos (cerca de R$ 90).

Para quem parte de Montevidéu, a melhor opção é por terra, seguindo pela bem cuidada Ruta 1. São, ao todo, 170 quilômetros que podem ser vencidos de ônibus.

FÁBIO MENDES

 

Em Montevidéu

- Programas gratuitos; 

- Bar Fun Fun: uvita e candombe na capital uruguaia; 

- Estádio Centenário: para quem não gosta (e para quem adora) futebol; 

- Teatro Solís: imperdível na primeira vez na capital;

- Mercado del Puerto: farte-se com a parrillada; 

- Pocitos: cenas de comercial de margarina.

 

Como alugar apartamento de temporada

Alugar um apartamento é uma opção econômica para estadias mais longas

Alugar um apartamento é uma opção econômica para estadias mais longas

Uma das melhores formas de economizar em uma viagem é alugando um apartamento de temporada. Se a viagem dura mais de cinco dias, vale a pena pela economia e praticidade. Além disso, a experiência fará você se sentir um cidadão de uma nova cidade.

Existem outras formas de hospedagem mais baratas, como os hostels, bed and breakfasts e o couchsurfing (em que você se hospeda gratuitamente em um “sofá” na casa de outro membro da comunidade). Já experimentei vários hostels e também recomendo. Mas, na condição atual, de família com criança pequena, o apartamento é o que mais atende às necessidades.

VANTAGENS de ficar em um apartamento alugado:

1) Você vai se sentir um morador daquela localidade, o que é bacana, porque vai te colocar em contato com o dia a dia da região;

2) Você pode cozinhar em casa. Passeie por feiras e mercados da região, invista em produtos frescos e inove na cozinha. Isso significa alimentação mais saudável e economia;

3) Se você gosta de rotina ou tem uma criança que precisa do mínimo de rotina para dormir, por exemplo, o apartamento é super indicado. Afinal, é como se você estivesse em casa, mas em uma outra cidade;

4) Economia: alugar um apartamento é bem mais barato do que ficar em um bom hotel.

Informe-se sobre o imóvel e a região onde está localizado

Informe-se sobre o imóvel e a região onde está localizado

Antes de alugar um cantinho para chamar de seu em qualquer lugar do mundo, é preciso tomar alguns cuidados. Veja COMO PROCEDER para alugar seu apartamento de temporada:

1) Pesquisa – Pesquise muito. Veja fotos dos apartamentos e/ou casas. Informe-se sobre a cidade e a vizinhança (o local é barulhento à noite?). Leia depoimentos sobre quem já se hospedou no local. Envie e-mail para locador – seja imobiliária ou dono – e tire todas as dúvidas que tiver.

2) Sites especializados – Faça as pesquisas em sites conhecidos no ramo de aluguel de temporadas. No Brasil, o AlugueTemporada, é indicado. O site une locadores e locatários, mas não participa das negociações e nem é responsável por elas. Leia depoimentos, pegue o endereço do imóvel, olhe a vizinhança no Street View e, mais uma vez, tire todas as dúvidas com o locador.

3) Apartamentos no exterior – Para viagens fora do Brasil, as opções são muitas. Dentre os sites mais conhecidos, estão o VRBO e o AirBnb. Você pode fazer a pesquisa por cidade, por número de quartos, por faixa de preço. Tire dúvidas, leia depoimentos. Geralmente, é preciso fazer um depósito de parte do valor, por meio de Cartão de Crédito ou do sistema PayPal.

4) Transporte público – Se alugar um apartamento é uma forma de economizar, de nada adianta gastar menos com a locação e uma fortuna com táxi para ir e vir de sua nova casa. Veja a localização do imóvel e se informe sobre a proximidade com estações de trem e metrô ou pontos de ônibus. Veja como fazer para chegar ao local a partir do aeroporto, para não deixar suas economias com o taxista.

5) Google Street View – O Street View é uma ótima ferramenta para você se situar no seu novo endereço. Veja o prédio onde vai se hospedar, visite as ruas próximas para sentir o “clima”, veja se há restaurantes, bares, supermercados nas proximidades. Se não gosta de barulho, evite ruas onde há bares. Ficar no centro de uma grande cidade pode ser uma mão na roda para acionar o transporte público, mas não é interessante para se estar à noite. Leve tudo isso em conta.

6) Quando chegar no apartamento, é provável que alguém esteja te esperando e te passe as informações do local. Geralmente, há um contrato a ser assinado, constando os itens existentes na casa e eventualmente o valor do caução a ser deixado. Veja se as condições do imóvel condizem com a realidade. Se o dono encontrar tudo da forma que deixou, o caução deve ser devolvido quando você devolver as chaves.

Chegada e saída
Quando você aluga um apartamento e já fez toda a troca de e-mails com o proprietário ou a agência locadora, você marca um horário para que alguém te espere no endereço.

Verifique ainda se todos os gastos estão incluídos no contrato, como energia e telefone. E, se houver Wi-fi, o que é de grande ajuda durante sua estada, peça login e senha.

Depois de assinar o contrato, deixar o caução, já marque um horário para que a pessoa venha fazer a vistoria e você devolva o apartamento. Lembre-se de verificar os horários de seu vôo ou passagem de trem.

Se você procura mais informações sobre o assunto, uma boa fonte é o site do Ricardo Freire.

Leia também:
- Dicas para viajar com economia.

ÉRICA FRANÇA