Canela: natureza exuberante na Serra Gaúcha
Canela está pertinho de Gramado. Não tem o mesmo apelo turístico da vizinha famosa, mas é uma cidade igualmente charmosa.
Mesmo menor e com um centro comercial com menos lojas e restaurantes, Canela também convida para uma caminhada. No frio, o mesmo charme de Gramado. No outono, as folhas das árvores deixando o chão forrado. E, mesmo no verão, a cidade é um convite para o descanso e aquele flanar pelas ruas, sem pressa nem ansiedade.
Os restaurantes também são charmosos e convidativos e, muitas vezes, com preços menores que a vizinha Gramado.
Atrações.
1 – Compras
Entre lojinhas de chocolate e roupas, há uma que me chamou a atenção na cidade. No caminho entre Gramado e Canela, há uma loja do lado direito da pista, ao lado do Museu da Ferrovia, chamada Lã Pião e Maria Bonita. Ali, há muita lã e artigos de inverno, de couro e outros materiais. O passeio vale a pena. Alguns artigos, como sobretudos e blusas mais pesadas, são mais baratas que em São Paulo, por exemplo.
Endereço: Avenida Don Luiz Guanella, 1.201, São José, Canela
2 – Igreja Matriz
Esta é uma das maiores surpresas para quem entra em Canela de carro e segue dirigindo pela avenida principal. Quando você menos espera, ali está ela, enorme, imponente e toda construída em pedra – a Igreja Matriz da cidade, Catedral Nossa Senhora de Lourdes.
À noite, a iluminação também a valoriza e te incentiva para novas fotos.
Endereço: Praça da Matriz, s/n. Aberta das 8h às 18h
3 – Parque do Caracol
Um dos grandes atrativos para quem visita as Serras Gaúchas é o Parque do Caracol, a 7 km do centro de Canela, e sua Cascata do Caracol, uma queda d´água de 131 metros. Exuberante, linda, imponente, uma vista fantástica.
Ali, de um mirante, você fica estupefato com a vista. Montanhas, cachoeira e, ao longe, uma plantação de hortênsias ao lado de um teleférico. Você também pode subir a um observatório e observar a cachoeira de um ângulo privilegiado, a 30 metros de altura. No local, todo envidraçado, há binóculos para você aproveitar bem a vista. (O passeio é pago à parte).
O parque tem 25 hectares de natureza, com trilhas ecológicas agradáveis e de fácil acesso. É um convite para um dia todo de contemplação. Há, no local, churrasqueiras, banheiros, campos para jogar futebol e vôlei.
Fui conhecer o parque por causa da cachoeira, mas me deu muita vontade de voltar lá para passar um dia de preguiça. Quem vai com crianças terá um amplo espaço à disposição e também pode aproveitar o passeio de trem, com a história da imigração.
Endereço: RS 466, Km 0 – Estrada do Caracol.
Horário de funcionamento: Segunda a Sexta – 9h às 17h45min (Sábado e Domingo até as 18h)
Mais atrações no site da cidade.
Leia também:
- Porto Alegre: o que ver em um dia;
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Érica França e Fábio Mendes
Gramado: nem só de frio vive a serra gaúcha
Gramado é um exemplo de cidade que trabalha bem com o turismo. O município localizado na Serra Gaúcha sempre atraiu turistas por conta do frio. Mas de uns tempos pra cá, os especialistas em Turismo da cidade e região começaram a investir em eventos e atrações para todo o ano.
E, assim, a cidade é muito procurada no Natal, quando a temperatura está geralmente acima dos 20ºC. O evento Natal de Luzes, com enfeites espalhados pela cidade, cantatas e paradas de Natal, encanta a todos.
Gramado também é famosa pelos chocolates e, na Páscoa, segue a receita do final do ano: faz desfiles e fica com decoração temática por todo o centro. É sucesso na certa.
Gramado fica menos fria, mas não menos encantadora fora do inverno. Mas, claro, passear por lá de casaco e botas é sempre muito charmoso.
Vale a pena
- Gastronomia
Como toda cidade de montanha que se preze, os restaurantes oferecem quitutes de inverno, como foundue, massas e vinhos.
Outros atrativos igualmente interessantes são os chocolates (há lojas, mais lojas e fábricas onde você pode ver todo o processo de confecção) e os cafés coloniais.
Os cafés coloniais são uma refeição completa: vinhos, sucos, café com leite, pães, frios, geleias, bolos. E ainda algumas coisinhas a mais, como linguiça calabresa, frango à passarinho, frango grelhado. Ah, e ainda tem sobremesa.
Este é o dia em que você pode fazer apenas uma refeição e passar o dia todo tranquilamente, sem fome.
- Caminhadas pelo centro
O centro de Gramado é plano e convida para uma caminhada. Há muitas lojas de souvenir e artigos típicos, como botas, casacos e lãs. Além disso, você pode passear sem pressa pelas chocolaterias, ver o Palácio dos Festivais, onde acontece o Festival de Cinema; entrar na Igreja São Pedro (em frente ao palácio), tudo sem pressa.
Ali, no mesmo miolinho da avenida Borges de Medeiros, onde ficam o Palácio e a Igreja, também está a rua Coberta, com restaurantes e lojinhas charmosas.
- Decoração e atrações nos períodos de festas
Nos períodos de festas, a decoração é um espetáculo à parte. Há árvores (no Natal) e luzes espalhadas por todo o centro. Fora isso, há desfiles, paradas, apresentações musicais.
Na Páscoa, a mesma coisa…chocolates enfeitando toda a cidade e apresentações e desfiles pelas ruas principais.
Se os adultos já se derretem, o programa é perfeito para ser feito com crianças.
- Muito verde e paisagens empolgantes
Passear por Gramado e região é se surpreender com as paisagens a cada curva. Montanhas e verde, muito verde. No Belvedere Vale do Quilombo (avenida das Hortênsias), são montanhas até onde a vista alcança.
No fim da tarde, é um espetáculo, com o sol se pondo lá ao fundo…
Como o próprio nome da avenida diz, você também encontra hortênsias por toda a cidade, nas beiras das rodovias que levam à serra. E elas garantem um charme especial para o seu caminho.
Mais atrações
Andar sem pressa, comer chocolate, passear, namorar (o marido, as paisagens, as vitrines). Mas, além disso, há mais a se fazer em Gramado. Confira no site oficial da cidade outras atrações turísticas.
Leia também:
- Porto Alegre: o que fazer em um dia.
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Érica França
Spa Week 2012: massagens e tratamentos estéticos a preços camaradas
Spas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais seguem até dia 28 de abril oferecendo terapias com descontos ótimos, pelo Spa Week.
Toda mulher gosta de tirar uma hora só pra ela, relaxar, esquecer-se dos problemas, receber uma massagem ou fazer um tratamento estético. No Spa Week, a oportunidade é ótima, pois você consegue tratamentos diferenciados, com valores acessíveis. Em São Paulo, é possível conhecer ótimos spas e pagar R$ 70 por massagens que chegam a custar o dobro, fora do evento.
E o atendimento, pelo menos nos spas que visitei, foi sempre muito bom, com direito a música ambiente, atendentes cordiais, chás e bolachas após a massagem.
Aproveite a oportunidade para conhecer uma cidade que você não conhece, caso não seja morador dos municípios participantes. Se já for morador, pode aproveitar o ensejo e marcar uma terapia num spa longe de casa. Assim, você conhece um novo serviço, uma nova região. E a experiência será ainda mais completa.
Confira os preços das terapias nos Estados participantes:
Minas – R$ 60
Paraná – R$ 50
Rio de Janeiro – R$ 70
São Paulo – R$ 70
Santa Catarina – R$ 50
E veja aqui a lista de spas participantes.
ÉRICA FRANÇA
Porto Alegre: o que ver em um dia
Não é sempre que podemos fazer a viagem que queremos. Não apenas porque o orçamento não combina com o destino dos sonhos. Mas nem sempre temos o tempo suficiente para explorar bem o lugar, passear sem pressa, descansar verdadeiramente.
Ainda assim, acho que vale a pena viajar. Porque conseguimos sentir um pouco da alma de outro lugar e, se não conhecemos costumes, população local pela falta de tempo, certamente temos despertadas a vontade e a curiosidade de voltar para este lugar e conhecê-lo melhor.
Como em Belo Horizonte, onde tinha apenas um dia, também tive de correr contra o tempo para sentir um pouquinho de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Ficou muito para ser visto numa próxima oportunidade, mas o que a cidade me mostrou em um dia fez valer a pena a viagem e certamente me deixou com vontade de voltar. E me fez gostar ainda mais do nosso Brasil, tão diverso.
O que fazer em um dia:
- Parcão
Um dos bairros bacanas para se hospedar em Porto Alegre é o Moinhos de Vento, com ruas arborizadas e bem arrumadinho. Li que é o bairro mais chique da cidade. Ali, fica o Parque Moinhos de Vento, conhecido localmente como Parcão. É uma área grande, ideal para se passear com crianças ou curtir uma tarde ensolarada. Lembrou-me bastante dos parques de Palermo, de Buenos Aires.
Há um parquinho com brinquedos para crianças, área gramada onde os visitantes estendem seus lençóis e descansam, um moinho de vento que parece estar ali para ser um ótimo fundo para fotos e um lago com patos e tartarugas.
De acordo com o site oficial de turismo de Porto Alegre, ainda há no lado norte do parque (que eu não visitei) uma boa infraestrutura esportiva, com quadras de tênis, cancha de bocha, pistas de patinação e de atletismo, quadras polivalentes e campo de futebol.
Endereço: Rua Comendador Caminha, s/nº – Moinhos de Vento
- Parque Farroupinha (ou Redenção)
Aos domingos, no Brique da Redenção, um calçadão ao lado deste parque, há uma feira de artesanato bem famosa. Não tive a oportunidade de visita-la, mas se você estiver em Porto Alegre em um domingo, não deixe de conferir.
Mesmo não sendo um domingo, o Parque Farroupilha vale a visita.
Também é uma área grande, que convida para uma caminhada. Há árvores, bancos, lagos, fontes e um portal em homenagem aos combatentes da Revolução Farroupilha.
Endereço: Av. João Pessoa, s/nº – Farroupilha
- Fundação Iberê Camargo
Às margens do rio Guaíba, o prédio chama a atenção pela arquitetura diferente. Todo branco e cheio de ângulos, me deixou curiosa para ver a arte que abrigava. E não conhecia Iberê Camargo; portanto, era uma boa oportunidade.
Do lado de dentro, o museu também é interessante, bem anguloso. A cada pavimento, você consegue enxergar os outros, por um grande vão central e tem a oportunidade de ver as obras quase em sua totalidade.
Ao subir de um andar ao outro, por meio de rampas laterais, há janelas de vidro por onde se pode ver o rio Guaíba desde a fundação até o outro lado da cidade, no Gasômetro. A vista é compensadora.
Endereço: Avenida Pedro Cacique, 2000.
- Rio Guaíba
Você pode ir ao Gasômetro para vê-lo. Mas como optei em ir à Fundação Iberê Camargo foi dali que vi o rio, que é, na verdade, um lago. Mas, pelo que pude perceber, o pôr-do-sol no Guaíba é bonito a partir de qualquer ponto da cidade.
O importante é não sair de Porto Alegre sem ter passado próximo a ele.
- Banca 40 do Mercado Municipal
Mercado Municipal é sempre um passeio interessante. Sempre que posso, é um dos pontos que visito em uma nova cidade.
Neste caso, a indicação era ainda mais específica, a Banca 40 do Mercado Municipal e seu sorvete com salada de frutas e nata. Não foi preciso muito para me convencer. A sobremesa é mesmo imperdível. O preço: R$ 8.
O prédio do Mercado também é bacana e fica em uma região movimentada da cidade, o Centro Histórico. Também tem bancas de frutas e grãos, além de restaurantes e lojinhas de artesanato e souvenir.
Endereço: Largo Glênio Peres s/nº – Centro Histórico
O mercado funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 19h30. Aos sábados, fica aberto das 7h30 às 18h30.
Como disse acima, ficou muito para ser visto, mas tendo uma oportunidade, vá a Porto Alegre e visite o que for possível. Você se envolverá pelo clima gaúcho e, com certeza, irá querer mais.
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Érica França e Fábio Mendes
Crônicas de viagem
Cada viagem nos rende boas histórias. E escrevê-las é uma forma de retratar o lugar onde ocorreram e a população que ali vive.
Os textos que seguem não são exatamente dicas de viagem nem contém informações sobre destinos propriamente ditos e informações turísticas. Mas, por meio delas, você também pode viajar um pouco. Vamos?
“Crônicas de Viagem” ficarão ali ao lado, dentro do link Categorias. Quando quiser ler um pouquinho ou ver novidades, é só ir lá.
- Portenhos e paulistas: hermanos;
- O arquiteto suicida do Palácio das Águas, em Buenos Aires;
- Só por hoje não vou falar português;
- Um coração dividido entre a Grécia e o Brasil;
- Das gandaias de Amsterdã para a quietude do sul de Minas;
- História de Portugal: Seu Rui;
- Momentos emocionantes em viagens.
ÉRICA FRANÇA
São Paulo: compilado e organizado!
Organização não é uma característica desta metrópole. Mas, pelo menos, aqui no Viajante em Tempo Integral, podemos organizar um pouquinho o caos de São Paulo.
Neste post, serão compiladas todas as matérias do blog que tratam da capital paulista. Quando houver novos textos, eles também estarão aqui, elencados e bonitinhos.
Espero que os ajudem em seus passeios por São Paulo, uma das minhas cidades preferidas.
Enjoy!
- Artesanato na avenida Paulista;
- Paulista: indicada para cinéfilos;
- Espaços verdes na avenida Paulista;
- Paulista: exposições, filmes, cursos e debates;
- Livrarias na avenida Paulista;
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
- Paulistas e portenhos: hermanos.
ÉRICA FRANÇA
Redondezas da Paulista
A Avenida Paulista conta com diversas opções de lazer e turismo, tanto culturais como gastronômicas. Mas outro grande barato da Paulista é sua localização. Montando base nos hotéis e hostéis desta avenida ou em seus arredores, é possível fazer muita coisa bacana em São Paulo – várias a pé e outras de metrô, o que é uma mão na roda. Você não terá de se preocupar em pegar ônibus e enfrentar a hora do rush e o trânsito, nem mesmo calcular as tarifas do táxi, uma das mais caras do País.
Veja algumas atrações próximas a Paulista e que valem a pena:
- Vila Madalena
A Vila Madalena está a poucas estações de metrô da Paulista. E é o bairro boêmio de São Paulo, com grande variedade de bares, restaurantes e baladinhas descoladas. Apesar de ser badalado à noite, o bairro também é agradável durante o dia. Um passeio lhe revelará ruas arborizadas, arrumadinhas, com lojas de decoração, moda e arte.
- Feira da Benedito Calixto
A Praça Benedito Calixto fica próxima à rua Henrique Schauman e é possível chegar até ela descendo a Teodoro Sampaio, depois de sair da estação de metrô Clínicas, na linha verde do metrô.
Aos sábados, descolados e moderninhos se reúnem em uma feirinha que conta com antiguidades, artigos de decoração, acessórios, roupas e tudo o mais que a imaginação dos vendedores permitir.
Há ali também uma praça de alimentação disputada, com barraca de pastel, doces caseiros e outras guloseimas. E ali sempre rola uma roda de chorinho democrática, onde jovens e velhinhos tocam, cantam e dançam para deleite do público.
A feira segue até umas 18h. Ao redor da praça, diversas galerias e lojas também oferecem artigos para os visitantes. Há muitas barracas de roupas, acessórios, sabonetes, sapatos. E há sempre muita gente.
Depois das 18h, alguns bares ao redor das praças fazem um estica, com música madrugada adentro.
- Rua Augusta
A Augusta já foi descolada (“Descendo a rua Augusta a 120 por hora…”), depois decaiu ficando conhecida por ser o ponto de prostitutas e travestis e agora vai retomando sua fama original. Na verdade, ela consegue mesclar tudo isso.
Nos quarteirões próximos à Paulista, há cinema, galerias, restaurantes, bares, padarias, tudo bacana. Indo em direção ao centro, o cenário muda, mas a diversão não para. Há inúmeras baladas nesta região, como o Studio SP e o Inferno. E, sentido Jardins, você também verá lojas de grifes e hotéis classudos, especialmente quando vai chegando perto da Oscar Freire (sim, dá para ir à Oscar Freire a pé, a partir da Paulista – pelo menos para os não preguiçosos).
- Pacaembu e Museu do Futebol
Quem visita São Paulo e quer aproveitar a oportunidade para ver um clássico no Pacaembu, hospedar-se na região da Paulista pode ser uma boa. Não há metrô passando perto do estádio, mas da Paulista, é fácil achar ônibus que façam este trajeto, passando próximos à Praça Charles Muller. E, mesmo a pé, o estádio não está tão distante assim. (mas eu gosto de andar, não levem isso muito em conta).
Se não houver nenhum clássico ou jogo do seu interesse marcado para os dias em que você estiver visitando a cidade, não se desespere. Vale a pena uma visita no Museu do Futebol. Há muitas atrações interativas e salas que contam a história do futebol no Brasil, com vídeos, narrações e imagens de jogos marcantes, conquistas inesquecíveis e gols espetaculares (o Fábio Mendes tem de fazer um texto sobre o museu, pois falará com mais propriedade sobre o assunto).
- Praça Roosevelt
Descendo a rua Augusta em direção ao centro (devagar mesmo, sem ser a 120 por hora), alcançamos a Praça Roosevelt, onde se concentram diversos teatros alternativos, bares, uma livraria especializada em história em quadrinhos. A região é frequentada por artistas, escritores e, claro, pelo povo do teatro.
Programe-se e assista a uma peça. Depois, dependendo do seu cacife, jante ali na rua Avanhandava, onde estão alguns restaurantes badalados de São Paulo, como o da Famiglia Mancini.
Estas são algumas sugestões para o seu passeio. Mas ande e descubra seus próprios lugares nesta metrópole que, como New York, é um “melting pot”, uma mistura de culturas, etnias, pessoas e tribos.
Leia mais de São Paulo:
- Artesanato na avenida Paulista;
- Paulista: indicada para cinéfilos;
- Espaços verdes na avenida Paulista;
- Paulista: exposições, filmes, cursos e debates;
- Livrarias na avenida Paulista;
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Vila Madalena (Veja SP) e Pacaembu (SPTuris)
MASP: um ícone paulista
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand é um ícone para os paulistanos. Cartão postal da maior capital do Brasil, conta com rico acervo, recebe exposições importantes e atrai visitantes de cidades, Estados e continentes. São cerca de 50 mil visitas por mês, segundo informações do museu. Além disso, conta com um vão livre intrigante que, por si só, também é um ponto turístico, pois abriga feiras e manifestações culturais diversas.
O museu não é o meu preferido em São Paulo (gosto mesmo da arquitetura de Ramos de Azevedo e do acervo da Pinacoteca), mas não dá para deixar de falar dele em uma série sobre a avenida Paulista. E ele é, enfim, um dos mais importantes museus de arte da América Latina.
Para chegar ao Masp, é fácil. Há uma estação de metrô da Linha Verde que leva o nome do Museu – Trianon-Masp – e que te deixa pertinho dele. São Paulo não conta com um transporte público abrangente e de qualidade, mas a avenida Paulista é uma exceção à regra. Chegar lá não é tão complicado como a muitos outros pontos da cidade. Esta é uma grande vantagem para turistas e viajantes.
O Masp reúne acervo riquíssimo, de cerca de oito mil peças, especialmente de arte ocidental. Entre os destaques, há obras de Rafael, Ticiano, Renoir, Monet, Manet , Cézanne, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Gauguin e Modigliani. O Masp também possui a coleção completa de 73 esculturas de Edgar Degas, além de 3 pinturas do artista.
A convite do “Musèe d’Orsay” o museu paulista integra, desde 2008, o “Clube dos 19”, que congrega os 19 museus cujos acervos são considerados os mais representativos da arte européia do século XIX, como o Musèe d´Orsay, The Art Institute de Chicago, Metropolitan de Nova York, entre outros.
Por sua importância, reúne exposições muito bacanas. Atualmente, recebe a exposição Roma – A vida e os imperadores (até 22/4/12). Por ali, também já passaram Picasso, Renoir, Rodin, Andy Warhol, Vik Muniz e tantos outros.
Gosto do Masp por seu acervo, suas exposições e aprecio a loja de artes e seu restaurante. Também gosto dele porque é todo adaptado. Isso deveria ser uma regra em todos equipamentos públicos e turísticos, mas infelizmente ainda não é (o Museu do Ipiranga, por exemplo, ainda não tem elevador e um cadeirante perde a oportunidade de chegar aos andares superiores, barrado pelas escadarias). Mas sei que no Masp a acessibilidade está completa, com elevadores, rampas e todo o atendimento necessário a cadeirantes, por exemplo.
História
O Masp foi fundado em 1947, idealizado por Assis Chateaubriand, empresário e jornalista, e Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiano. A princípio, instalou-se em quatro andares do prédio dos Diários Associados, império de Chateaubriand formado por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, editora e a revista O Cruzeiro.
As primeiras obras de arte do museu foram selecionadas pessoalmente por P. M. Bardi na Europa do pós-guerra, em suas inúmeras viagens às principais capitais culturais com Chateaubriand.
Chatô, como era chamado, usava seu prestígio político-empresarial entre os grandes empresários da época para arrecadar os recursos para a aquisição das obras.
A sede atual foi projetada por Lina Bo Bardi. Foram 12 anos entre projeto e execução. Lina trabalhou sob uma condição imposta pelo doador do terreno à prefeitura de São Paulo: a vista para o Centro da cidade e para a Serra da Cantareira teria de ser preservada, através do vale da avenida 9 de Julho. Assim nasceram as quatro colunas do atual museu com um vão livre de 74 metros, inagurado em 1968.
Para se ter ideia da importância do evento, a inauguração do novo prédio contou com a presença da Rainha Elizabeth II da Inglaterra.
Serviço:
Endereço:
Avenida Paulista, 1.578
Próximo à estação do metrô Trianon-Masp
Horários:
Segunda-feira: fechado
De terça a domingo: das 11h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
Quinta-feira: das 11h às 20h (bilheteria até 19h30).
Ingressos:
O ingresso integral custa R$15,00 e dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e aposentados com comprovantes pagam R$7,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos e maiores de 60 anos de idade não pagam ingresso.
Terças-feiras: entrada gratuita para o público em geral.
Leia também:
- Artesanato na avenida Paulista;
- Paulista: indicada para cinéfilos;
- Espaços verdes na avenida Paulista;
- Paulista: exposições, filmes, cursos e debates;
- Livrarias na avenida Paulista;
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
ÉRICA FRANÇA
Arte e artesanato na Avenida Paulista
O Fábio Mendes costuma me dizer que se eu for visitar Marte, a primeira atração turística que vou procurar será uma feirinha de artesanato. E é bem provável que seja mesmo.
Adoro artesanato, arte e trabalhos manuais. Há muita gente criativa e de talento neste mundo. E, por incrível que pareça, a avenida Paulista, em São Paulo, tem bastante lugar para se ver artesanato e outros tipos de artes bacanas. Camisetas customizadas, bolsas, artigos para casa e uma infinidade de produtos podem ser encontrados durante um passeio descompromissado em um final de semana.
Onde encontrá-las? Acompanhe-nos.
- Shopping Center 3 - Aos domingos recebe uma feira em seus corredores com barracas de CDs e DVDs de filmes; arte para casa, como cortinas, abajures, caixas personalizadas e almofadas; brincos, colares, camisetas; jogos infantis; sapatos; tapetes.
A feira fica bem cheia e dá um pouco de trabalho andar pelos corredores do shopping. Mas com um pouco de paciência vale a pena.
Aproveite para atravessar a rua e visitar a Livraria Cultura, no Conjunto Nacional.
Endereço: Avenida Paulista, 2.064
- Top Center Shopping – Também aos domingos, uma feirinha ocupa o corredor do mini shopping, localizado em frente à Fnac.
Como o espaço é pequeno, não são tantas barracas, mas as que estão ali oferecem artigos bacanas, especialmente para casa, como tapetes, almofadas e enfeites.
Aproveite o ensejo e dê um pulinho na Fnac logo à frente e na Casa das Rosas, a poucos quarteirões dali, sentido Paraíso.
Endereço: Avenida Paulista, 854
- Calçada em frente ao Parque Trianon - Aos domingos, a calçada se enche de barracas diversas, com muita arte e artesanato. Há vários quadros de artistas de São Paulo, de diferentes estilos, além de bolsas, artigos para casa, roupas legais e também barracas de comida. Há acarajé, sorvete e outros quitutes.
Como a feira fica em frente ao Parque Trianon, aproveite para passear pelos seus caminhos cheios de sombras das árvores. É um ambiente acolhedor para a leitura.
E, logo à frente, fica o Masp que, às terças-feiras, tem entrada gratuita. Confira.
Endereço: Rua Peixoto Gomide, 949 (Há entrada pela Paulista também, na altura do Masp)
- Masp – Não se trata de artesanato, mas aos domingos o vão livre do Masp recebe uma tradicional feira de antiguidades. Por ali, quem gosta de móveis antigos, máquinas de fotografar e eletrodomésticos que já saíram de uso vão se deliciar. Há também artigos de decoração para casa, moedas, notas de dinheiro, arte, etc.
As dicas acima, de conhecer o Parque Trianon e o Masp continuam valendo.
Endereço: Avenida Paulista, 1.578
Em tempo: havia uma feirinha bacana também no Casarão da Paulista, ali próximo ao Conjunto Nacional, mesmo local onde havia uma feira de doação de pets. Uma pena que a casa foi fechada. Ficamos sem mais este endereço para a feira e sem a oportunidade de visitar aquele belo imóvel, um dos últimos casarões remanescentes da avenida.
Mais de São Paulo:
Leia também:
- Filmes e mais filmes na Paulista;
- Parques na avenida Paulista;
- Paulista: exposições, filmes, cursos e debates;
- Jardim Botânico de São Paulo;
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
ÉRICA FRANÇA
São Paulo e avenida Paulista: indicadas para cinéfilos de plantão
São Paulo fervilha e uma das regiões mais quentes para eventos culturais é a da avenida Paulista. É um dos melhores destinos, na minha opinião, para cinéfilos. Há muitas salas, com variedade de títulos e preços, e de qualidade.
O melhor cinema de São Paulo para mim é de rua e fica na Augusta, o Cinesesc. É melhor porque a sala é imensa e isso me faz lembrar da infância. Além disso, eu nunca vi um filme ruim no Cinesesc e olha que já vi diversos, de várias nacionalidades, e muitos dos quais nunca tinha ouvido falar. E o café no fundo da sala, de onde dá para assistir ao filme, é tudo de bom. O som é bom, a visualização também e ver uma história bacana, com um bom café (e uma boa companhia) é demais.
Mas há outras salas bacanas pela região, que merecem sua visita. A maioria delas exibe filmes que geralmente não entram no circuito comercial ou que, quando entram, acabam ficando pouquíssimo tempo em cartaz.
Lembrete: uma pena termos perdido o Belas Artes, na Consolação.
Confira as bons cinemas da região da Paulista.
- Cinesesc
Há boas mostras no Cinesesc, cujos títulos são exibidos em apenas uma sala. Os ingressos costumam acabar bem rapidinho. E o café no fundo é um charme à parte.
Os ingressos, mesmo para filmes fora de mostras, têm preços convidativos.
Endereço: rua Augusta, 2075 – Cerqueira César
Ingressos:
Segunda terça e quinta: R$ 10,00; R$ 5,00; R$ 2,50.
Quarta: R$ 8,00; R$ 4,00; R$ 2,00.
Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 12,00; R$ 6,00; R$ 3,00.

- Espaço Unibanco
As salas são boas, de tamanhos diversos. As poltronas são confortáveis e o som é ótimo. Os títulos também costumam ser bons, geralmente aqueles que ficam de fora do circuito comercial.
Há salas dos dois lados da Augusta. Os preços costumam ser da média da região. A última vez paguei R$ 18 pelo filme. Acabei de ver que as salas passarão a se chamar Espaço Itaú de Cinema. Ainda não sei se os valores serão os mesmos, mas o desconto de 50% para correntistas do Itaú permanece.
Endereço: Rua Augusta, 1.475
- Cine Livraria Cultura
O único inconveniente é que este sempre muda de nome, mas agora como é da Cultura, a livraria máster da Paulista, não deve haver mais mudança.
São duas salas grandes e confortáveis e o som também é bom. O cinema fica dentro do Conjunto Nacional, ao lado da Livraria Cultura. Logo ao lado, também há um restaurante bacana, o Súbito, dentro ainda do Conjunto Nacional. É um passeio completo para um dia de chuva.
Endereço: Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2.073 – Bela Vista.
Ingressos:
Segunda, terça e quinta – R$ 16;
Quarta – R$ 14,00;
Sexta, sábado, domingo, feriados – R$ 20,00.
- Reserva Cultural
Eu vejo o Reserva como um cinema mais alternativo que os demais da região. Há sempre bons filmes em cartaz. Eu só fui em uma sala, com poltronas mais inclinadas e achei a posição ótima. Também gostei do som.
O restaurante, envidraçado, com vista para a Paulista, é charmoso e com boas opções.
Endereço: Avenida Paulista, 900
Ingressos:
Segundas, Terças e Quintas
até às 17h: R$ 19,50 / R$ 9,50 (meia)
após as 17h: R$ 24,00 / R$ 12,00 (meia)
Quartas
R$ 17,00 / R$ 8,50 (meia)
Sextas, Sábados, Domingos e Feriados
R$ 24,00 / R$ 12,00 (meia)
– Salas do Shopping Center 3
Eu o considero um bom cinema de shopping. Há filmes bacanas, os preços estão dentro da média da região. E gosto das salas, que são mais “stadium”. Mas já tive problemas no cinema, pois vi uma vez um filme brasileiro em que as falas não estavam sincronizadas com as imagens. Mas não fiz nenhuma reclamação, justamente para não perder o filme. Então não sei qual seria a atitude da equipe.
Endereço: Avenida Paulista, 2064 – Cerqueira César
Ingressos:
Segunda, terça e quinta – R$ 16 (até 17h) e R$ 18
Quarta – R$ 16
Sexta, sábado, domingo e feriado – R$ 18 (até 17h) e R$ 20
Dolby 3D – Segunda, terça, quarta e quinta – R$ 25
Sexta, sábado, domingo e feriado – R$ 27
Leia também:
- Parques na avenida Paulista;
- Feirinhas de arte e artesanato na Paulista;
- Paulista: exposições, filmes, cursos e debates;
- Jardim Botânico de São Paulo;
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Divulgação (La piel que habito/Os Descendentes/Dois coelhos)



















