Avenida Paulista e o verde no meio da Selva de Pedra
A cidade de São Paulo também é conhecida como a Selva de Pedra. Dá para entender o porquê ao caminhar pela avenida Paulista, um dos cartões-postais da cidade. São prédios e prédios até onde a vista alcança. Há edifícios antigos, que remontam aos tempos dos barões de café (infelizmente, são poucos), há outros modernos, de arquitetos famosos ou nem tanto.
Caminhar por entre eles com o pescoço levantado, olhando para o alto, é um exercício interessante. A gente descobre formas diferentes e percebe alguns apartamentos com as luzes acesas em um noite movimentada ali embaixo. E eu, pelo menos, fico imaginando como será morar por ali, com todo aquele burburinho e efervescência cultural.
Mas caminhar por ali também pode dar uma certa fobia. É muito concreto, cimento, pedra, tudo cinza. E pode faltar o ar.
O grande barato da Paulista é que, nos dias em que o ar faltar, e você tiver com saudade de verde e barulho de passarinho, você não precisa ir longe. Dá para encontrar um refúgio a poucas quadras de onde você tiver. A avenida mais famosa de São Paulo também tem seus cantos verdes e todos convidam a uma agradável visita.
Parque Tenente Siqueira Campos (Parque Trianon)
Incrustrado na Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Parque Trianon como é conhecido tem espécies remanescentes da Mata Atlântica, além de dezenas de espécies de pássaros. O parque tem 48.600 metros quadrados, por onde você pode fazer trilhas, passeios ou apenas descansar.
Pelo parque, há diversos bancos espalhados, a maioria sob a sombra das árvores. São lugares ideais para você sentar e ler um livro, se transportar para um mundo onde não há prédios, carros e todo este burburinho.
O parque conta ainda com playground e pista de caminhada.
Curiosidade: No início da década de 1910 foi construído, no local onde hoje se localiza o Masp, um belvedere com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, que ficou conhecido como Trianon. Durante as décadas de 1920 e 30, freqüentados pela intelectualidade paulistana, o parque e o belvedere transformaram-se em símbolo da riqueza da elite paulistana e formavam um harmonioso conjunto integrado.
Endereço: Rua Peixoto Gomide, 949 – Cerqueira César – Centro – São Paulo (Metrô Trianon – Masp)
Horário de funcionamento: De segunda a domingo, das 6h às 18h
Grátis
Parque Mário Covas
Em 2010, São Paulo ganhou um belo presente de aniversário, no dia 25 de janeiro: um novo parque na avenida Paulista, o Parque Mário Covas.
Na esquina com a alameda Ministro Rocha de Azevedo, o parque tem mais de cinco mil metros quadrados. Sua localização é ótima para quem está passeando pelo Conjunto Nacional ou curtindo as opções culturais da rua Augusta.
No local, há bicicletário, sanitários e uma Central de Informações Turísticas. Com bancos para uma leitura e árvores na parte do fundo, é uma opção para um descanso no meio do passeio.
Endereço: Avenida Paulista, 1853 – Jardim Paulista
Horário de funcionamento: diariamente das 6h às 18h/ 7h às 19h (no verão)
Grátis
Casa das Rosas

No post anterior, já falamos da Casa das Rosas, como um local onde se pode ver exposições e fazer cursos, além de observar a arquitetura histórica da região.
Mas a Casa das Rosas também conta com um jardim amplo e cheio de rosas. Dá para passear entre as flores ou sob elas e a sensação é ótima. Por alguns momentos, você consegue se desligar da agitação paulistana e se imaginar no filme O Jardim Secreto.
Endereço: Avenida Paulista, 37 – Paraíso – Centro – São Paulo (Metrô Brigadeiro)
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 18h
Grátis
Leia também:
- Paulista – Para exposições, filmes, cursos e debate;
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
- Museu do Ipiranga;
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Parque Trianon (Caio Pimenta/SP Turis); Casa das Rosas (site da Casa); Parque Mário Covas (site Cidade de São Paulo)
Paulista: Para exposições, filmes, cursos e debates
Você pode caminhar pela Paulista sem destino. Pode escolher um bom cinema e assistir a um filme do circuito. Pode passar horas a fio nas livrarias da região, lendo ou ouvindo música. Ou pode ver uma exposição de fotografias, checar uma nova peça em cartaz, acompanhar um bate-papo sobre a Guerra do Golfo, ver o lançamento de uma obra sobre culinária ou fazer cursos livres, de literatura, artesanato, ikebana. Ufa! Isso é São Paulo e, mais especificamente, a avenida Paulista.
Há lugar para tudo isso nesta avenida símbolo da cidade. Se você não quiser participar dos cursos, palestras ou mesas redondas, ainda assim os prédios a seguir o convidam para uma visita agradável.
- Itaú Cultural
Patrocinada pela Banco Itaú, a casa aglutina diversas atividades. E sempre uma irá te interessar. Além disso, o prédio é moderno, todo envidraçado e bem bacana. Vale a pena conferir a programação aqui. O melhor: todas as atividades são gratuitas.
Endereço: O Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149, São Paulo, SP (próximo à estação Brigadeiro do metrô).
Horário de funcionamento:
terça a sexta 9h às 20h
sábado domingo feriado 11h às 20h
- Casa das Rosas
A Casa das Rosas é um dos poucos casarões remanescentes da Paulista. Se você quiser apenas observá-lo por fora, faça um passeio pelo parque. Além de ver o casarão, há ali plantação de rosas, ao lado da qual você pode caminhar. Nos fundos, um café simpático e convidativo.
A casa foi projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo (mais prédios dele neste post), em 1928. Ela fica em uma área de 5.500 metros quadrados e possui 30 cômodos no estilo arquitetônico francês.
Querendo descobrir a programação de dentro do casarão, visite o site.
Endereço: Avenida Paulista, 37 – Bela Vista.
Para visitas agendadas, ligue: (11) 3285.6986
- Sesc Paulista
Próximo da Casa das Rosas, ele está fechado para reforma desde abril de 2010. Por enquanto, as atividades são realizadas no Sesc Consolação, mas ainda assim vale a pena este prédio figurar nesta lista, porque o Sesc sempre tem atrações ótimas, como shows, peças de teatro e cursos. E o novo prédio deverá ganhar atrativos arquitetônicos. Vamos aguardar.
Endereço: Avenida Paulista, 119 – Paraíso
- Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Filmes, mostras, ciclos, peças de teatro, exposições fotográficas e de arte, cursos, debates. Tudo isso no Centro Cultural Fiesp. O prédio por si só também é muito bacana. Visto de fora, é inclinado, como se fosse um tobogã. Em épocas festivas ou de grandes eventos na Paulista, como o Natal e a Parada Gay, fica todo enfeitado.
Endereço: Av. Paulista, 1313 – Metrô Trianon-Masp
Mais informações aqui.
- Masp – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Cartão postal da cidade, um dos museus de arte mais importantes da América Latina, um vão livre de 74 metros que atrai olhares e é um pouco intrigante.
Local de exposições importantes e dono de um acervo com obras impressionistas de Renoir e Monet, bronzes de Rodin, cores de Matisse, o Masp é um dos pontos turísticos de São Paulo que tem de ser visitados, sendo sua primeira, segunda, vigésima visita à cidade. Um lembrete: às terças-feiras, a entrada é gratuita.
Seu acervo é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, e possui atualmente cerca de 8.000 peças.
Endereço: Avenida Paulista, 1.578, próximo à estação do metrô Trianon-Masp
Horário de funcionamento:
segunda-feira: fechado
de terça a domingo: das 11h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
quinta-feira: das 11h às 20h (bilheteria até 19h30).
Ingressos:
Para público em geral: R$15,00 (valor inteiro)
Para estudantes, professores e aposentados com comprovantes: R$7,00 (meia-entrada)
Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam
Terça-feira: entrada gratuita para o público em geral

LEIA TAMBÉM:
- Paulista: 120 anos com cara de 18 – LIVRARIAS;
- Paulista: o verde em meio à selva de pedra;
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
- Jardim Botânico de São Paulo;
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Masp (site do Masp); Casa das Rosas (site da casa); Itaú Cultural (Site do guia Time Out Brasil)
Avenida Paulista: 120 anos com corpinho de 18. Livrarias
A Avenida Paulista é um dos meus lugares preferidos. Gosto demais de caminhar por lá, olhando os prédios, sentindo o vento no rosto (especialmente nos dias mais frios). Gosto de ver as diversas tribos – gente com skate, com carrinho de bebê, com cabelo azul, riponga ou indie – e ficar imaginando o mundinho de cada um.
E ali também é um dos meus lugares preferidos porque congrega vários espaços e programas legais, que têm tudo a ver comigo. E pela quantidade de tribos que a Paulista atrai, também tem tudo a ver com muita gente.
Em homenagem a esta avenida querida, que completa 120 anos (8 de dezembro), faço aqui uma série de matérias com uma compilação do que há de melhor na Paulista. Sei que cometerei a injustiça de deixar algumas coisas de fora, mas o que segue é a minha visão. Explore bem esta região e descubra qual a sua.
Ler é tudo de bom
Para mim a região da Paulista é tudo de bom para leitores ávidos por novidades, para quem gosta de livros ou prefere o Kindle, para quem lê em Português ou inglês, espanhol, francês. Para cinéfilos e para quem gosta de música. Para estes, os programas ideias são:

- Fnac
Com área de leitura para crianças, livros mil, CDs, DVDs, Blu-rays,
eletroeletrônicos, games. Há um café bacana no andar de cima.
Tenho uma crítica para a Fnac, embora seja uma das minhas livrarias favoritas. Prefiro esta unidade à de Pinheiros, por exemplo. A crítica é que eles mudam geralmente as seções de lugar e nem sempre tenho paciência de encontrar tudo de novo. Mas, claro, muitos clientes adoram vasculhar o novo caminho.
Endereço: Avenida Paulista, 901 – De segunda a domingo, das 10h às 20h.
- Livraria Cultura
Eram várias lojas pequenas dentro do Conjunto Nacional, na esquina da Paulista com a Augusta. E elas deram lugar a uma gigante. E agora outras menores surgem em torno da matriz. Aproveite e passeie pelo Conjunto Nacional, que tem um vão bacana, com exposições, além de restaurante, lojas, caixas eletrônicos e cinema.
A matriz da Livraria Cultura é excelente, convida para uma tarde toda de leitura. Adoro o dinossauro de madeira onde as crianças podem entrar e ficar com seus livros. É um grande incentivo para os pequenos.
Há seção também de música e filmes e, no último andar, há um teatro (Eva Herz) e uma área apenas com música clássica. Há ainda uma infinidade de títulos (livros) em inglês, uma seção um pouco menor de espanhol e obras também em italiano, francês. Muito bacana.
Endereço: Avenida Paulista, 2.073, no Conjunto Nacional. Segunda a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 12h às 20h.
- Livraria Martins Fontes
Próxima à Paulista, é uma unidade bem grande. Confesso que a visito pouco em relação às outras, mas quando você precisar de um livro da marca, procure por lá, que provavelmente encontrará.
Endereço: Avenida Paulista, 509. De segunda a sexta-feira, das 9h às 22h; sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 14h às 20h.
Nos próximos textos:
- Onde ver peças, filmes, exposições, mesas redondas, shows e ainda (ufa!) fazer cursos;
- Parques na Paulista e o verde no meio da selva de pedra;
- Filmes, filmes e mais filmes;
- Artesanato, antiguidades e balangandãs;
- Masp, o museu que é a cara de São Paulo;
- O que fazer pelas redondezas da Paulista.
Leia agora:
- Pinacoteca do Estado de São Paulo;
- Jardim Botânico de São Paulo;
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Fnac (Blog do Estadão), Cultura (Guia da Semana), Foto Paulista (Acervo SP/Turis)
Ilha Anchieta, em Ubatuba: Mata Atlântica exuberante e história
Andar de barco ou escuna por uma água azul e ir entrando mar adentro rumo a ilhas desertas ou pouco habitadas é um passeio sempre recomendável. Quando o passeio mescla paisagens exuberantes e história, o programa é ainda mais gostoso. E isso é o que acontece na visita à Ilha Anchieta, em Ubatuba.
Agências de turismo fazem o passeio até a ilha, com saída do saco do Ribeira. O que fiz custou R$ 50 por pessoa há cerca de seis meses. A duração foi de 4 horas.
A Ilha Anchieta guarda as ruínas de uma antiga penitenciária que funcionou no local no início do século XX. Começou a ser construído em 1902 e foi desativado em 1914. Voltou a funcionar em 1928. Em 1942, havia cerca de 273 detentos no então Instituto Correcional da Ilha Anchieta. Em 1952, depois de uma sangrenta rebelião, a prisão foi novamente extinta. Contos e causos da rebelião não faltam por ali.
A história da prisão e da rebelião está por cada canto da ilha. Dentre os agentes de turismo que atuam no lugar, garantindo a preservação da ilha e as informações aos turistas, há alguns que trabalharam ali quando havia uma prisão. Outros que são parentes de ex-detentos da ilha.
Um autor, ex-oficial da Polícia Militar e que buscou informações com ex-detentos para escrever um livro sobre a rebelião, também fica na ilha, nas ruínas do presídio, vendendo sua obra e dando informações aos curiosos.
Do presídio, restam as ruínas. Uma das celas está bem conservada e dá para ter noção do tamanho onde os presos viviam. O banheiro está pouco preservado também, bem como as grades.
Entre as antigas celas, há um grande gramado, que funcionava como uma espécie de pátio. A grama ali é super bem aparada, trabalho feito pelas capivaras que têm na ilha.
A Ilha Anchieta conta com uma grande população de capivaras, que foram introduzidas no local e não naturais da ilha. Caminhando pelas trilhas, em busca das piscinas naturais, você as encontra tranquilas. Algumas grandes, outras filhotes nadando em um riozinho que corre para o mar.
Para quem gosta de mergulho, a ilha também conta com uma trilha subaquática, de um quilômetro. Por baixo do mar, você passeia até um outro pedacinho da ilha, acessível apenas pela água.
A Ilha Anchieta foi transformada em Parque Estadual em 1977 e conta com 828 hectares. Mais informações podem ser encontradas aqui.
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Divulgação (IlhaAnchieta.com.br)
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Quem passa pela avenida Tiradentes, no centro de São Paulo, avista um prédio imponente ali ao lado da Estação Luz do Metrô (que é imponente por si só): a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Trata-se do museu de arte mais antigo da cidade.
Com projeto de Ramos de Azevedo, o edifício que foi construído para abrigar o Liceu de Artes é tradicional no município e está inserido dentro do belo Parque da Luz. A arquitetura externa é estonteante, mas por dentro o museu também é belíssimo. Geralmente, há exposições temporárias no térreo e no primeiro andar. No primeiro e no segundo, há salas com exposições permanentes, com um acervo grande do pintor Almeida Júnior, de Itu, por exemplo. Cada tela deste artista vale minutos de sua atenção. E elas o transportam para o universo do caipira paulista.
A Pinacoteca vale a pena ser visitada, mesmo que você não goste de arte em si. Porque o prédio vale a visita. É amplo, espaçoso, arejado, recebe muita luz do lado de fora. É acessível, com um elevador para portadores de necessidades especiais. E tem uma sacada incrível, com um lustre grandioso. A vista dali também é bacana, de onde se pode ver toda a avenida Tiradentes, onde também estão prédios bacanas como o Museu de Arte Sacra e o Batalhão da Rota, este também de Ramos de Azevedo.
(Um parênteses para quem gosta de arquitetura e de São Paulo: o escritório de Ramos de Azevedo também projetou o Tribunal de Justiça, o Mercado Municipal e o Teatro Municipal, todos em Sampa).
O prédio conta ainda com uma loja de suvenirs com muitos artigos ligados à arte, para que você dê de presente ou se presenteie. Há bolsas, canetas, bottons, canecas. E há muitos livros de arte interessantes. Vale um passeio ali pelo local, que também aceita cartão de crédito.
Outro ponto que deve ser visitado na Pinacoteca é seu café. Ele lembra os cafés europeus, com mesas dispostas fora do prédio, ao lado do Jardim da Luz. O único porém é que há muitos pombos por causa dos farelos de comida que ficam pelo chão. Neste ponto, eles poderiam ser um pouco mais atenciosos.
Jardim da Luz
Infelizmente, o Jardim da Luz não tem o valor e a atenção que merece. Para mim, é um dos parques mais bonitos de São Paulo. Além disso, faz parte de uma região com atrativos turísticos e, por esta razão, deveria ser um ponto de parada de quem passeia pela região.
Ele conta com 113.400 metros quadrados, é cheio de árvores e muito verde. Há obras de arte espalhadas pelos jardins, fora os coretos e um aquário. Você desce uma escadinha e se encontra dentro de um pequeno aquário, com algumas espécies de peixes. Do lado de fora, há uma pequena queda d´água.
Mas o Jardim da Luz é um pouco “largado”. Durante o dia, você pode estranhar o acúmulo de pessoas alcoolizadas, mas até que é tranquilo caminhar por ali. No entanto, mais pro final da tarde, você vai encontrar mais pessoas alcoolizadas, além de prostitutas, daquelas não muito vaidosas. Como eu disse, o lugar, infelizmente, não recebe a atenção devida. E se trata do primeiro jardim público da cidade. Uma pena.
Passeios
Se você for à Pinacoteca e ao Parque da Luz, aproveite para incluir no seu roteiro visitas aos seguintes pontos turísticos, todos próximos:
- Museu de Arte Sacra;
- Estação da Luz;
- Museu da Língua Portuguesa;
- Estação Pinacoteca;
- rua José Paulino, no Bom Retiro.
Curta São Paulo!!!!
Leia mais de São Paulo:
- Museu do Ipiranga: ideal para um domingo de sol;
- Avenida Paulista e o verde em meio à selva de pedra;
- Avenida Paulista: livrarias;
- Avenida Paulista: para exposições, filmes, cursos e debates.
Érica França
Fotos: Fachada (divulgação). Outras: Érica França
Spa Week: depois da maratona gastronômica, é hora de relaxar!
Primeiro, você vai aproveitar os restaurantes de São Paulo e se acabar com nhoques, crepes, sushis, bifes de chorizos…Tudo isso na Restaurant Week, que se estende até o próximo dia 18.
Depois da maratona gastronômica, é hora de cuidar do corpinho – pode ser com fins estéticos ou apenas para relaxar e descansar da maratona anterior. Uma boa notícia? Você também poderá gastar pouco para fazer massagens nos pés, nas costas, com velas e pedras quentes. Isso tudo no Spa Week.
O evento acontecerá em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Cada spa participante terá três terapias com o valor promocional de R$ 70. É correr para aproveitar. Não se preocupe com a corrida. Ela é importante para você garantir um lugar no seu spa preferido. Uma vez lá, você só tem de relaxar.
O Spa Week começa em 24 de setembro e vai até 8 de outubro. O objetivo do evento é democratizar o bem-estar, ofertando diversos tratamentos a um preço reduzido. O evento nasceu nos Estados Unidos e conta com 700 spas participantes por aquelas bandas. Mas chegou aqui também com força total.
O primeiro evento no Brasil foi organizado pela Associação Brasileira de Clínicas e Spas, em São Paulo, em outubro de 2009. Você percebeu que o negócio foi bem-sucedido, não é? Dois anos depois, a iniciativa se espalhou pelo País.
Cheque a lista dos spas participantes e faça as suas reservas!
ÉRICA FRANÇA
Nova York: mesmo com tragédia, capital permanece cosmopolita
Milhares de vida foram ceifadas naquela manhã de setembro, há dez anos. O mundo ficou boquiaberto. A realidade superou a ficção e produziu danos muito maiores do que os já imaginados, mesmo pelos mais criativos cineastas e escritores.
Mas a metrópole renasceu. Ela nunca mais voltou ao normal. Mas as pessoas aprenderam a viver com um novo normal, novos parâmetros, novos fatos, uma realidade não imaginada, mas que deve ser vivida. Depois de levantar a poeira, todos têm de “get over it and move on”. Foi isso que os nova iorquinos fizeram.
Nova iorquinos são os moradores que transformam esta cidade na talvez mais cosmopolita de todo o mundo. Quando você anda numa rua na Times Square, ouve todas as línguas, talvez a que menos apareça por ali seja o inglês.
Há indianos, marroquinos, brasileiros, chineses, paquistaneses, russos, turcos. Alguns são turistas, muitos funcionários do Mac Donald´s, alguns, motoristas de táxi. Todos foram este caldeirão cultural que é Nova York.
Como homenagem aos 10 anos da queda do World Trade Center, eu adoraria mesmo re-visitar a cidade. Mas como isto não será possível nesta data, vamos apenas para um Top 10 de NY, a cidade que nunca dorme e que continua fervendo. A vida continua em homenagem àqueles que tiveram as suas tão cedo tiradas.
1. Times Square
Este é um pedaço icônico do mundo. Outdoors, muita publicidade, luzes, neon. Você realmente se sente em um filme americano. A Times Square é interessante porque ali você ouve todo tipo de sotaque e língua. Ali, tropecei em um homem e quando me virei para dizer Sorry, ele me disse Desculpa!
Além disso, há uma loja enorme da Virgin na Times Square. É divino para quem gosta de música.
Isso sem falar da Broadway e dos táxis amarelos.
2. Ópera na Broadway
Ir à Broadway e não ver nenhuma peça não pode, não é? Mesmo que você não fale inglês fluentemente, vale a pena assistir a um espetáculo. Pela produção, pelas músicas, pelo caráter antropológico do programa – ver como as pessoas se comportam.
Você pode escolher entre espetáculos já consagrados como O Fantasma da Ópera e A Bela e a Fera ou Chicago ou ver o que há de novidade em cartaz. Para a peça Chicago, por exemplo, há ingressos de US$ 70 a US$ 241. Podem ser comprados online.
3. Estátua da Liberdade
Depois que eu fui à Estátua da Liberdade, tomei uma decisão: precisava conhecer o Cristo, no Rio de Janeiro.
É que visitar o símbolo da cultura norte-americana é emocionante. Fiquei a imaginar como seria visitar o símbolo do meu País. (e realmente, foi uma experiência emocionante, que vivi alguns anos depois).
Bom, ir até a Estátua da Liberdade é um ótimo passeio. Se você comprar o ingresso que te permite entrar na estátua e visitá-la até lá em cima, é mais interessante ainda. Você terá informações de como foi a construção, o transporte e obterá dados da obra. É bacana. E você se sentirá novamente em um filme americano. NY é puro cinema!
A Estátua foi um presente dos franceses para o povo americano, em nome da amizade entre os dois povos. O escultor da estátua é o francês Auguste Bartholdi.
4. Ellis Island
Há passeios para a Estátua da Liberdade que também incluem uma passada pela Ellis Island, a ilha onde está o Museu da Imigração. Ali, há um pouco da história de como se deu o povoamento de Nova York. Quem chegou primeiro e vindo de onde. Para nós, brasileiros, que também temos uma ampla história de imigração, com os italianos, espanhóis e, depois, japoneses, a visita é bem interessante.
De 1892 a 1954, mais de 12 milhões de imigrantes entraram nos Estados Unidos pelo portal da Ilha Ellis, uma pequena ilha no porto de Nova York.
5. Saint Patrick´s Cathedral
Esta catedral enorme e linda fica na Madison Avenue (460). Ela é imponente, pode ser vista de alguns quarteirões de distância e fica ainda mais deslumbrante de perto.
Você pode fazer o passeio completo por ela e, se conseguir pegar uma missa, mais bacana ainda.
A catedral foi construída com a contribuição de moradores da cidade e imigrantes pobres. A pedra fundamental foi lançada em 1858 e as portas da catedral foram abertas em 1879. Cento e cinquenta anos depois, uma nova catedral foi construída, sob a batuta do arcebispo John Hughes.
6. Metropolitan Museum of Art
Se você gosta de museus, separe um dia todinho para o Met. Ainda assim, você terá de escolher o que visitar ali dentro. O museu é enorme. Há uma ala inteirinha para arte egípcia. Outro andar somente com arte pré-colombiana.
Faça seu passeio tranquilamente, aprecie as obras, leia sua história. Não é sempre que temos uma oportunidade de estar em um dos museus mais famosos do mundo, rico em história.
O ingresso custa US$ 25 e o museu fecha apenas às segundas-feiras. De terça a quinta, fica aberto das 9h30 às 17h30. Às sextas e sábados, funciona das 9h30 às 21h e, aos sábados, novamente das 9h30 às 17h30.
7. Central Park
Mais uma vez, você está em um filme. Pode aproveitar seu momento estrela para simplesmente descansar, deitando no gramado como muitos nova-iorquinos e tomando um sol, caso você esteja no verão americano.
Você pode também passear em torno do parque – que não acaba nunca – ou optar por um passeio naqueles carros engraçados, que lembram uma charrete. Mas é imprescindível uma passada pelo Central Park.
8. Rockfeller Center
Você já assistiu àqueles filmes em que há pessoas esquiando em Nova York, na frente de um prédio enorme. Pois é. Este complexo de prédios é o Rockfeller Center, que fica no quarteirão que abriga a 5th avenue, a Avenue of Americas, a 48th street e a 51st street. Se for no inverno, você pode patinar no gelo. No verão, dá para subir até o mirante ou fazer um tour pelos prédios.
9. Grand Central Station
Desculpe-me a insistência, mas mais uma vez recorro a filmes para falar dos pontos turísticos de NY. A Grand Central Station (87 E 42nd Street ) também já apareceu em várias produções. Tenho uma cena na cabeça, de um carrinho de bebê descendo as escadarias (acho que é do Corra que a Polícia vem aí).
Do terminal, partem trens para diversas localidades. Mas a visita vale mesmo que você não planeje pegar o trem. O hall é famoso e lindo. No site do Grand Central, há instruções em inglês para um tour dentro da área.
10. Empire State Building
A vista dos arranha-céus de NY, de toda sua movimentação e grandiosidade é marcante e emocionante. Vale a fila enfrentada no Empire State e as dezenas de andares subidas em um elevador. Sentir o vento forte da metrópole, ver as luzes (à noite, é mais bonito) é inspirador. Dizem que a desvantagem é que de lá você vê NY sem o Empire State. Isso pode ser corrigido se você for ao mirante do Rockfeller Center por exemplo. Mas o ideal é ir aos dois. Ver a cidade a partir do Empire State e vê-lo a partir de outro arranha-céu. O ingresso custa US$ 20 e podem ser comprados online.
Só não se lembra de King Kong quem sobe neste prédio que não tem a menor ideia do que é cinema. Porque eu nunca vi este filme, mas foi impossível não ver o gorila em cima do Empire State quando cheguei ao topo!
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ÉRICA FRANÇA
Fotos: Érica França
Nova edição da Restaurant Week: boa comida, requinte e preços honestos
Italiano, árabe, francês, argentino, marroquino. Requintado, tradicional, estrelado, escondido, da moda. Experimentar novos restaurantes é sempre uma boa pedida. E a capital paulistana, com milhares de endereços, convida para ótimas experiências gastronômicas.
Mas geralmente as novas experiências vêm acompanhadas de preços salgados e contas altas. São Paulo está entre as 10 cidades mais caras do mundo e você sente isso perfeitamente ao comer fora de casa.
Para conseguir um programa único com preços quase camaradas, você pode participar da Restaurant Week, evento que reúne, em São Paulo, mais de 230 restaurantes. O público é estimado em 600 mil pessoas.
Mais uma edição está pintando por aí. Na verdade, já está acontecendo. Até 4 de setembro, ela é exclusiva para clientes Mastercard. De 5 a 18 de setembro, estará aberta ao público geral. Escolha seu restaurante, faça a sua reserva para o almoço ou o jantar e have fun.
O cardápio é composto de entrada, prato principal e sobremesa. No almoço, custa R$ 31,90 e, no jantar, R$ 43,90. As bebidas, o serviço e o couvert não estão incluídos. O bacana é escolher aquele restaurante em que você não se atreveria a ir. Você terá a oportunidade de conhecer um lugar bacana, uma culinária diferente, pagando um preço honesto.
Confira a lista de restaurantes participantes, verifique se eles atendem no almoço e no jantar e faça sua reserva, ou suas reservas. Enjoy!
Mesmo que você tenha apenas um dia, vá a Belo Horizonte.
Um diazinho só para uma das maiores capitais do Brasil é muito, muito pouco. Mas, na minha primeira viagem a BH, deixei o sábado para visitar Inhotim, em Brumadinho, e reservei apenas o domingo para a capital mineira. Não me arrependi, porque o instituto de arte contemporânea é belíssimo e um passeio incrível. Mas fiquei com muita vontade de voltar novamente a BH para conhecer melhor esta cidade incrível.
Mesmo com a falta de tempo, deu para sentir um pouco da cidade e conhecer alguns pontos de interesse, que divido com vocês.
Parque Municipal Américo Reneé Giannetti
Num domingo, dia em que o visitei, o parque municipal fica cheio e animado. Há brinquedos para crianças, lagos com barquinhos e pedalinhos, muita sombra, um amplo gramado, onde havia muita gente tirando um soninho da tarde.
Em um palco, um grupo cantava músicas para crianças, animando a galera. Enfim, um dia de domingo como deve ser.
O parque é muito bonito e convida os visitantes da Feira de Artesanato para uma caminhada. Ali dentro, também estão o Orquidário, o teatro Francisco Nunes e o Palácio das Artes, além de mais de 50 espécies de árvores.
O parque foi inaugurado em 1987 e é inspirado nos parques franceses da Belle Époque.
Feira de Artesanato
A Feira de Artesanato na avenida Afonso Pena tem centenas de barracas de artigos diversos. Há artigos de decoração, souvenires, barracas de comida e bebida, roupas femininas, masculinas e infantis, sapatos, bolsas, cintos, colares e diversos acessórios para você e para sua casa.
A feira é um convite para gastar dinheiro. Mas vale a pena investir em alguns souvenires e acessórios mineiros.
A feira surgiu em 1969 a partir da ideia de alguns artistas mineiros de se unir. Primeiro, eles ficavam na Praça da Liberdade. Depois, mudaram-se para a avenida Afonso Pena, em 1991, onde estão até hoje. A feira, aos domingos, tem cerca de três mil expositores em 17 setores.
Praça da Liberdade
A praça que fica em frente ao Palácio da Liberdade, sede do governo do Estado de Minas Gerais, é muito bem cuidada e convida a uma caminhada, a uma corrida ou ao ócio total. Com palmeiras imperiais, um gramado impecável, coreto e fontes luminosas, é um passeio agradável e para ser feito sem pressa.
Andando ao redor da praça, você pode fazer exercícios físicos, pois há marcadores que o auxiliam na contagem dos metros caminhados. Ou então pode aprender um pouco de História, pois há placas espalhadas pela praça contando a história da praça e, consequentemente, da cidade.
O passeio também convida a apreciar os prédios com arquitetura dos séculos XVIII e XIX, que lembram um pouco os prédios antigos do centro de São Paulo. Os mais bonitos abrigavam secretarias estaduais e agora são museus, parte de um circuito cultural bem bacana. Um dos prédios lindos é o que abriga o Centro Cultural Banco do Brasil. Lindo e enorme. Tive a impressão de que ele é maior que o CCBB de Sampa.
Isso tudo sem contar o próprio edifício-sede do governo, que também é bem imponente.
Niemeyer
É fácil de notar as mãos de Oscar Niemeyer na arquitetura belo-horizontina. Ao lado da Praça da Liberdade, há um prédio que me lembrou muito o Copan, mas com uma curva a menos.
Pela rápida pesquisa que fiz na Internet, realmente é um prédio de sua autoria, chamado Edifício Niemeyer. Não consegui confirmar isso. Alguém pode?
Não tive a oportunidade de conhecer a Pampulha, onde também há obras de Niemeyer, mas passei, na Linha Verde – via que liga a cidade ao Aeroporto de Confins – pela Cidade Administrativa.
A Cidade Administrativa pretende unir em um mesmo espaço todos os órgãos do governo estadual. Vendo do carro, me pareceu uma mini-Brasília.
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ÉRICA FRANÇA
Fotos: Érica França (menos a da Cidade Administrativa, que é do Fábio Mendes, de dentro do carro
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Inhotim: É tudo verdade
Ia te pedir pra fechar os olhos, mas como você precisa ler este texto até o final, mantenha-os abertos. Mesmo assim, concentre-se e se imagine em um lugar de paz e tranquilidade. Imagine-se deitado em um grande tronco de árvore, que “te abraça”. Este tronco está em um gramado verde, cercado por um lago de água também bem verdinha. Ao seu redor, muitas árvores e palmeiras. E tudo que você pode ouvir é o canto dos pássaros.
Talvez o paraíso seja assim nos seus sonhos mais puros. Mas este lugar de que estamos falando existe e fica em Brumadinho, a cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O Instituto Inhotim é realmente tudo aquilo que dizem. Quando poderíamos imaginar um imenso e lindo jardim botânico, abrigando várias galerias de arte contemporânea e outras obras de arte espalhadas pelos próprios gramados e em meio a uma variada vegetação? Pois é, mas Bernardo Paz imaginou isso tudo e nos presenteou com o Instituto Inhotim.
Ele já foi citado em publicações nacionais e internacionais e apontado como um dos 40 passeios imperdíveis do MUNDO.
Conheço pouco do mundo, mas é um dos passeios mais interessantes que já fiz.
Quando me falavam de arte contemporânea e instalação, eu logo torcia o nariz. Mas em Inhotim, a arte é tão integrada à natureza, que você não sente o peso da informação. Tudo é tão harmônico e belo, que seus olhos não se cansam, apenas se deleitam.
Jardim Botânico
O projeto paisagístico de Inhotim é coordenado, desde 2009, pelo paisagista e curador botânico Eduardo G. Gonçalves. Na década de 80, o idealizador do parque também recebeu sugestões do paisagista Burle Marx. Há ali espécies de diversas partes do mundo, convivendo em harmonia e beleza. Segundo informações do site do instituto, são mais de 181 famílias botânicas representadas por ali.
Há muitas espécies de pássaros pelo parque e é uma delícia observá-los ou se deitar em um dos bancos de madeira e ficar apenas os ouvindo. Eles parecem cantar apenas para você.
Restaurante Oiticica
É um dos lugares mais bonitos em que já almocei. Há muitas mesas do lado interno e algumas do lado externo, debaixo das árvores, com vista para um dos lagos verdes do Instituto.
O restaurante é self-service e a comida é muito boa, com variedade e qualidade. Achei o preço bem honesto, levando em conta a comida, o ambiente e o jazz que tocava ao fundo: R$ 54 por duas refeições, com suco natural e um buffet de sobremesas.
Galerias e obras
Uma das obras de que mais gostei foi o Magic Square, do Hélio Oiticica, quase em frente ao restaurante que também leva o seu nome. A obra de paredes coloridas se mistura perfeitamente à natureza. Você não consegue dizer o que é mais bonito.
Algumas galerias também são ótimas. Gostei bastante da que abriga as fotos do espanhol Miguel Rio Branco. Ele fez fotos de um bairro tomado pela prostituição no final da década de 70 e início dos anos 80 em Salvador. As cenas são tristes, com cores e luz bem trabalhadas. Fotojornalismo de primeira qualidade.
Outra galeria interessantíssima é a Cosmococa. Em um pavilhão, você visita salas diferentes. Eu adoraria que uma delas fosse meu quarto. Sem sapatos, você entra em uma sala com uma piscina e colchões e pode se deixar ali ouvindo música e vendo a movimentação das luzes. Em outra, o piso é ondulado e o chão está tomado de bexigas coloridas. No terceiro quarto, você pisa em espuma, pode se jogar, pular, deitar…e há almofadas para você fazer a sua bagunça. Outras duas salas te convidam a descansar, uma com redes coloridas e projeções de fotos do Jimmy Hendrix. A trilha sonora é do próprio. Na última, há colchões espalhados pelo chão.
A interação com a arte é levada a sério em Inhotim, um lugar que você não poderia imaginar.
Surreal
Arte contemporânea, muitas vezes, pode parecer surreal. Mas também achei surreal outras coisas que observei em Inhotim.
Há muitos monitores pelo parque, todos devidamente uniformizados e informados para te fornecer as informações necessárias. Todos cordiais.
A limpeza é impecável, bem como toda a estética do parque. Eu não vi nenhum pedacinho de papel no chão ou fora de lugar, o que me deixou super feliz.
Há transporte interno (pago) para levar os interessados nas galerias mais distantes. Ele é gratuito para pessoas com mobilidade reduzida.
No restaurante Oiticica, a comida é boa e o preço é justo, como em nenhum lugar de São Paulo.
Enfim, é um pedacinho de Primeiro Mundo entranhado em um pequeno município de Minas Gerais.
Como chegar
Há agências que fazem passeios a partir de Belo Horizonte. Caso você vá de carro, é possível ir por dentro, passando por Ibirité e seguindo as placas de Brumadinho. Ou você pode ir pela Fernão Dias, em direção a Betim. Mais informações aqui.
Quanto e em que horário
O Instituto Inhotim fica aberto de terça a sexta, das 9h30 às 16h30 e, aos sábados, domingos e feriados, até as 17h30. O ingresso inteiro custa R$ 20.
ÉRICA FRANÇA
Fotos: Érica França e Fábio Mendes



































