Jardim Botânico: contemplação e tranquilidade na Selva de Pedra
Gosto do Parque Ibirapuera. Mas, nos finais de semana e feriados, não adianta ir até lá para fugir do estresse do trânsito. Porque você se estressará com o trânsito de bicicletas, patins, patinetes, crianças. Mesmo ao lado do lago, vira e mexe tem alguém solidário dividindo contigo sua música, seja um forró ou um funk bem bom. Então, quando eu quero entrar em contato com o verde, em São Paulo, e estou em busca de um pouco mais de calma e tranquilidade, não é para o Ibirapuera que eu vou. Eu vou para o Jardim Botânico.
Há palmeiras imperiais na entrada. Há banquinhos, uma larga avenida com lagos, um jardim com árvores diversas cujas espécies estão identificadas com placas informativas. Ainda próximo à entrada do parque, há um restaurante com comida por quilo. A comida é boa e o preço é honesto. Em um almoço para dois, com suco, pagamos R$ 35. Ninguém comeu demais, mas valeu a pena.
Um dos pontos mais lindos do parque é o Lago das Ninféias. Há bancos cercando o lago, mas o mais gostoso é sentar na grama e ficar ali contemplando a água, os pássaros, os patos. E há ainda uma imensidade de fauna aquática. Eu não entendo nada de Botânica, mas aposto que biólogos e interessados vão gostar bastante.
É visível o quanto o Jardim Botânico, em seus 360 mil metros quadrados, é um bom local para se passear com crianças. Há muitas famílias por ali. Algumas fazendo piquenique, outras com carrinhos de bebês. Há espaço para as crianças correrem, brincarem. E ali elas têm a oportunidade de ver árvores, borboletas, passarinhos, lagos.
Uma trilha bacana dentro do parque é a que leva à nascente do Pirarungáua, um dos córregos que formará o riacho do Ipiranga, aquele da Independência, tá lembrado? A nascente do Ipiranga também é ali, mas não é visível. A trilha é suspensa, de madeira, com o objetivo de não prejudicar a fauna e a flora do local. Quase no meio da trilha, no final da tarde, é possível ver e ouvir os bugios. Quando você os ouve, acha que são uns monstros. Mas quando se aproxima e pode vê-los, percebe que são macaquinhos fofos.
Das vezes que fui, a estufa e o orquidário estavam fechados, não sei porque.
O Jardim Botânico de São Paulo está inserido no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI), que abriga, em sua área, uma reserva biológica com vegetação remanescente de Mata Atlântica.
O local é mantido pelo Instituto de Botânica pertencente á Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
Ingressos
Estudantes pagam R$ 1. Público em geral desembolsa R$ 3 pelo ingresso. O estacionamento, do outro lado da rua, custa R$ 5 para carros de passeio, R$ 2 para motos e R$ 10 para ônibus e micro-ônibus.
O Jardim Botânico fica na avenida Miguel Stéfano, 3031, na Água Funda, zona sul do município, ao lado do zoológico. Ele fica aberto de terça a domingo e feriados, das 9h às 17h. Em alguns feriados, o parque não funciona – Sexta-feira Santa, Natal e Ano-Novo.
Crianças de até 10 anos, portadores de necessidades especiais e adultos acima de 60 anos são isentos do pagamento do ingresso.
Leia também:
- Domingo de sol: visite o Museu do Ipiranga;
- Avenida Paulista: Livrarias;
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- Avenida Paulista: o verde em meio à selva de pedra.
ÉRICA FRANÇA
Fotos: ÉRICA FRANÇA E FÁBIO MENDES




É incrível a discrepância entre o Jardim Botânico e o Parque do Ibirapuera. Só a lamentar as más condições das vias que levam até lá. O que, talvez, justifique mesmo o sossego do lugar.
Fábio
24 24UTC maio 24UTC 2011 em 14:56
Pois é, faltou mesmo falar que as ruas que levam até o Jardim Botânico estão em péssimas condições. E que a via, na entrada do local, tem buracos e é impossível para um cadeirante. O farol ali na frente também é um caos e os motoristas não respeitam muito a faixa de pedestres. Uma revitalização no entorno seria ótima para atrair mais visitantes para este ponto turístico excelente da capital paulista.
kikafranca
24 24UTC maio 24UTC 2011 em 17:47